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Células Alvo
Resumo

O processo tóxico na ELA pode não estar ocorrendo apenas nos neurônios. A proteína mutante, de cobre-zinco superóxido dismutase (SOD1), está associada a alguns casos da doença. Se a SOD1 mutante está presente em neurônios motores, mas a SOD1 está normal nas imediações (as células da glia de proteção), então os neurônios motores não morrem. Pistas da SOD1 mutantes em camundongos e pacientes com ELA sugerem que outras coisas, além dos neurônios motores são afetadas na doença. Experimentos possíveis apenas com técnicas genéticas modernas, com camundongos que, seletivamente produzem a SOD1 mutante em células específicas do sistema nervoso, já confirmaram que a região em torno dos neurônios motores tem importância. A investigação deverá esclarecer que os tecidos são fundamentais para a causa, o progresso e as desejadas células-alvo para o tratamento da doença.
 
Quais células são vitais para a ELA?
Os neurônios motores têm sido o foco para os cientistas que tentam resolver os problemas na ELA. Os sintomas evidentes da doença envolvem fraqueza dos músculos. Danos nos nervos que abastecem tais músculos são também evidentes na ELA.

Os nervos consistem em longas fibras saindo dos neurônios motores, agrupados. Os corpos celulares destes neurônios motores residem na medula espinhal. Aqui eles estão cercados, nutridos, e protegidos por uma variedade de células chamadas glia. O suporte dos neurônios motores é especialmente importante tanto quanto suas exigências metabólicas são extraordinárias. Os corpos celulares só são visíveis através de um microscópio, mas suas fibras, chamados de axônios, tem que deslocar um metro ou mais para chegar aos músculos dos dedos das mãos e dos pés.
A glia ajuda os neurônios motores a manter as funções metabólicas apropriadas e fornecer suprimentos adequados nas terminações nervosas. As células de glia amortecem os neurônios contra as mudanças drásticas na concentração de moléculas transmissoras por varrer instantaneamente o excesso. Alguns tipos de glia, também servem como mediadores imunológicos do sistema nervoso central. A atenção na pesquisa da ELA está focando agora no papel fundamental que a glia desempenha na morte dos neurônios motores.
 
Tipos de glia
As células da glia incluem os astrócitos, que varrem as moléculas do transmissor em excesso. Os astrócitos também fornecem neurônios que suportam pequenas moléculas que promovem o crescimento e reparação, chamados fatores tróficos. Por influência dos fatores tróficos, os pesquisadores esperam aumentar a sobrevivência dos neurônios motores afetados pela ELA.

As microglias são as células imunológicas residentes no sistema nervoso. Estas glias de tamanho relativamente pequeno são ativados no início do processo da ELA, presumivelmente reagindo aos danos, mas talvez instigando também. Elas emitem imunomoduladores que se destinam a serem protetores, mas em excesso podem ser prejudiciais.
Outra célula glial é o oligodendrócito, que cria a mielina envolvendo em torno do axônio de cada neurônio motor. Mielina serve como isolamento. A estrutura da bainha de mielina que os oligodendrócitos criam sinais rápidos e otimizados que fazem com que os músculos se contraiam.

Algumas doenças neurodegenerativas atacam diretamente os oligodendrócitos. A mielina é danificada na esclerose múltipla, AVC e em lesões traumáticas do sistema nervoso. O papel dos oligodendrócitos na ELA é incerto, mas a ativação destas células pode ajudar a conter as terapias celulares que tentam substituir ou reparar neurônios motores que estão morrendo.

O efeito da redondeza-cercania na ELA

Experimentos com camundongos mostram, que os neurônios motores que expressam o mutante SOD1, associados com alguns casos de ELA hereditários, vãos sobreviver, desde que eles estejam cercados por certa proporção de glias com a SOD1 normal. A região é importante para o destino dos neurônios motores e dá esperança para o tratamento da ELA. Pode ser suficiente para implantar, por gene ou terapia com células-tronco, um número mínimo de células que não possuem nenhuma proteína mutante, mas sim, torná-las elementos úteis.

Uma consequência óbvia da ELA é que os músculos se atrofiam. Os neurônios motores atendem aos músculos que estão morrendo. Os pesquisadores sabem que a atrofia muscular segue quando os nervos são rompidos. Mas será que o músculo apenas sofre o resultado final da doença na ELA, ou ele desempenha um papel ativo mesmo no início da destruição? Uma nova pesquisa está buscando uma resposta sobre o papel que o tecido muscular desempenha na ELA.