Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Lateral Amiotrófica

A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde pela Portaria Conjunta nº 13, de 13 de agosto de 2020 do Ministério da Saúde, aprova o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Esclerose Lateral Amiotrófica.

Longe de ser um PCDT perfeito, mas com atualizações importantes comparado a versão anterior, os profissionais de saúde têm agora um protocolo clínico para direcionar as terapias corretas e cuidados do seu paciente, obtendo assim, melhor resultados. É muito importante que esse conhecimento seja compartilhado entre profissionais de saúde, pacientes e familiares.

Uma das mais importantes atualizações é a que segue, onde cita a importância do uso do AMBU:

7.1.1.1.    Empilhamento de ar 

A terapia de hiperinsuflação manual é um método para a prevenção ou tratamento das microatelectasias ou atelectasias, proporcionando melhora da complacência pulmonar, da caixa torácica e auxiliando no aumento do fluxo da tosse. Quando os pacientes perdem a capacidade espontânea para insuflar os pulmões até a capacidade máxima, é necessária assistência. Estudos recomendam iniciar a terapia com empilhamento de ar o mais precoce possível, antes da capacidade vital atingir 70% do previsto.

Para pacientes com comprometimento da musculatura bulbar foi demonstrada a importância de realizar a insuflação passiva dos pulmões por meio de reanimador manual, mesmo que tenham comprometimento grave da função glótica e da musculatura de inervação bulbar. Os pacientes com capacidade vital baixa são os que mais obtêm benefícios com a técnica da insuflação, com um aumento significativo do volume corrente. O exercício de empilhamento de ar melhora a efetividade da tosse, aumenta a intensidade da voz, melhora ou aumenta a complacência pulmonar e evita as microatelectasias.

Para conhecer todas as diretrizes terapêuticas Clique aqui.

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